O Verme ( parte 2 )

O tempo perdeu-se no tempo.
O caminho permanece imutável à espera de ser percorrido.
A hora de partida intercepta-se com a hora de chegada!

Observo o Céu à espera de um sinal de regresso.

O Verme transforma-se numa força indomável.
Camuflado numa pele de homem, ele permanece lobo!

Finalmente um sinal, um trovejar e luzes tremeluzentes,
Anunciam o regresso, ainda não o meu.

Mais alguns minutos de rotação e a hora vai chegar.
Espera-se um novo confronto entre o Verme e Einstein.

Encontro-me novamente sentado entre centenas de janelas,
Desta vez abertas para a escuridão… apenas a Lua.

É com espanto e perplexidade que constato que o Verme está adormecido!

A fórmula , está a ser aplicada em todo o seu esplendor.
Uma grande resistência dos corpos em mudar o seu estado de movimento relativo.
Mas esta barreira está a ser quebrada, em poucos minutos estarei no ponto de partida.

O regresso.

A espera…

O vácuo temporal… mas cheio de vida.

O adormecer com a certeza do amanhã.

O acordar e recomeçar um novo dia.

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