Lembro-me do que fui! Quem sou?
Já tive tudo. O que tenho agora?
Temo o futuro que não demora
E que será o tempo que passou.
Sou a andorinha que voou,
O cão vadio que não tem hora,
O verme que a carne devora,
O corvo que na noite se encontrou.
Penso nos projectos sonhados,
Quantos foram concretizados?
Nenhum… e nasce mais uma manhã!
Cansado… sinto-me cansado,
Hoje, mais um sonho fica adiado.
Amanhã… sim, amanhã…
Sonhos Adiados
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Poeta Solitário
Uma profunda amargura
Apodera-se de mim,
Ainda que seja assim
Não há mal que perdura.
Nesta noite escura,
Com estrelas carmesim
Brilhando no Céu de cetim
Fujo de quem me procura.
Sinto a chuva no rosto
Misturada com as lágrimas
Deste profundo desgosto.
Caminho sozinho pela cidade
Imaginando versos e rimas
Que descrevam esta ansiedade.
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Voar
Abro os braços e deixo-me voar
Procuro regaços que não vou encontrar,
Finto as rochas entre o Mar
Acendem-se as tochas no meu olhar.
Lá em baixo a água chama por mim
Brilhando no Oceano sem fim.
Eu acredito e continuo a voar
Só no infinito eu vou parar,
Mas será uma pausa breve
Apenas para descansar.
Lá no alto o Sol me espera
Atento à minha Quimera.
Estou longe do ponto de partida
Qual monge atento à despedida,
O regresso não sei se vai existir
O que peço é forças para resistir.
A um lado a esperança
Do outro a perseverança…
Olho para traz e vejo o caminho percorrido
E o que me apraz é o corpo dorido,
Mas mesmo assim continuo a viagem
Com a mesma força e coragem.
Dentro de mim a Alma viva e desperta
O sangue que assim o coração me aperta…
Procuro regaços que não vou encontrar,
Finto as rochas entre o Mar
Acendem-se as tochas no meu olhar.
Lá em baixo a água chama por mim
Brilhando no Oceano sem fim.
Eu acredito e continuo a voar
Só no infinito eu vou parar,
Mas será uma pausa breve
Apenas para descansar.
Lá no alto o Sol me espera
Atento à minha Quimera.
Estou longe do ponto de partida
Qual monge atento à despedida,
O regresso não sei se vai existir
O que peço é forças para resistir.
A um lado a esperança
Do outro a perseverança…
Olho para traz e vejo o caminho percorrido
E o que me apraz é o corpo dorido,
Mas mesmo assim continuo a viagem
Com a mesma força e coragem.
Dentro de mim a Alma viva e desperta
O sangue que assim o coração me aperta…
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