Voar


Abro os braços e deixo-me voar
Procuro regaços que não vou encontrar,
Finto as rochas entre o Mar
Acendem-se as tochas no meu olhar.

Lá em baixo a água chama por mim
Brilhando no Oceano sem fim.

Eu acredito e continuo a voar
Só no infinito eu vou parar,
Mas será uma pausa breve
Apenas para descansar.

Lá no alto o Sol me espera
Atento à minha Quimera.

Estou longe do ponto de partida
Qual monge atento à despedida,
O regresso não sei se vai existir
O que peço é forças para resistir.

A um lado a esperança
Do outro a perseverança…

Olho para traz e vejo o caminho percorrido
E o que me apraz é o corpo dorido,
Mas mesmo assim continuo a viagem
Com a mesma força e coragem.

Dentro de mim a Alma viva e desperta
O sangue que assim o coração me aperta…

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