Uma manhã de Outono

Acordo no vazio de ti.
Espera-me lá fora um dia cinzento de Outono.

Um dia a somar ao tempo usado.
Um dia a subtrair ao tempo a usar.

A chuva bate na vidraça,
Enquanto o vento embala as folhas em descidas vertiginosas.
Abro a porta, subo a gola do casaco…
Saio para a rua e abraço mais um dia.

Sinto que na partida continuas presente.

10 comentários:

Miguel Garcia disse...

Estava a ver que não Sr Humberto!
Gostei muito... senti o gostinho do Norte... não sei se foi nisso que pensaste quando escreveste... mas senti esse frio!
Abraço!

Guilherme Lima disse...

Os dias passam...
As estações passam...
mas...
O outono é fora ou dentro?

Gostei bastante destes versos...

Abraço.

HM disse...

Miguel, tens razão, foi quase um mês de ausencia forçada!
Obrigado por continuares por cá.
Um grande abraço.

HM disse...

Ariel, não querendo de forma alguma menosprezar-te, mas fiquei surpreendido com a tua observação... realmente conseguiste captar a essencia do poema!!!

Obrigado.

Jo disse...

Há o tempo interior e há o tempo exterior... às vezes coincidem. Nem sempre...

beijo*

Li Alves disse...

Excelente.
Também voltei, passado tanto tempo adormecida.
É bom ver que tu continuaste.

Aquando alguém não pára de conseguir, é o momento que nos dá força.

Beijinhos*

HM disse...

Mariazinha, o ponto onde esses "dois tempos" coincidem é o tempo em que nos mostramos receptivos a novas experiencias.

A Vida é feita desses pequenos momentos.

Beijo

HM disse...

Liliana amiga, é bom ver que voltaste. As saudades já eram enormes!

Obrigado pelas tuas palavras.

Beijocas

Catraia_Sofia disse...

Humm.. voltou a escrever!:)) tenho passado e não havia news, nem pelo escrevo.org.

Escreve!

HM disse...

aifos, obrigado pelo apoio.
Tens razão, tenho andado ausente da escrita, não por vontade própria mas devido a motivos que nem sempre podemos controlar.

Prometo que vou passar pelo escrevo.org

Aré breve. ;))