Rasgo

Entre estas quatro paredes
Procuro dentro de Alma
O porquê desta noite calma
E tento rasgar estas redes.

A força que tu me pedes
É a do poeta que declama,
Do amor de quem não ama,
E assim sabes que perdes.

Os sonhos ambicionados
Se não lutares por eles
Não são concretizados.

As garras que rasgam as peles
Dos corpos mutilados
São os sonhos deles.

2 comentários:

Guilherme Lima disse...

Este poema emana uma musicalidade tremenda...
Gostei imenso...

Abraço.

HM disse...

Mais uma vez obrigado pela simpaticas palavras.

Abraço.