Poeta Solitário

Uma profunda amargura
Apodera-se de mim,
Ainda que seja assim
Não há mal que perdura.

Nesta noite escura,
Com estrelas carmesim
Brilhando no Céu de cetim
Fujo de quem me procura.

Sinto a chuva no rosto
Misturada com as lágrimas
Deste profundo desgosto.

Caminho sozinho pela cidade
Imaginando versos e rimas
Que descrevam esta ansiedade.

2 comentários:

Li Alves disse...

Humberto, este é dos sonetos mais bonitos que já li. Qual amador qual quê! Acabaste de provar que ser poeta "é voar como quem beija", já dizia a Florbela =)

HM disse...

Obrigado pelo apoio.