Velho Guerreiro

Sentado no corrimão da vida
Ele vê ténues fronteiras,
Uma esperança perdida,
Demónios saltando fogueiras.

Pensando na juventude fugida,
Um velho recorda as suas brincadeiras.
Sonha agora com a partida
Acompanhado por donzelas guerreiras.

Tem o sangue como bebida
Aquecido em grandes lareiras,
Tem já a sua sentida lida.

Não foge... sente tonteiras...
Uma calma desmedida...
São as suas memórias derradeiras.

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