Era criança e corria sob o azul do Céu. Era criança e era feliz. Era feliz porque sendo criança tinha o direito a ser feliz. Saía de casa com destino a parte incerta e brincava, saltava, caía, fugia... e voltava a casa! Corria pelos caminhos de terra, tropeçava nas pedras e eu corria pelos caminhos de terra. Muitas vezes na companhia da solidão eu não estava sozinho, eu não estava sozinho, mas estava só. Estava só, com os meus pensamentos e brincadeiras inocentes. Todos os dias eu regressava a casa cansado de tanto ter vivido! Conhecia todos os caminhos da pequena aldeia como as palmas das minhas mãos, caminhos em formas de linhas, como as palmas das minhas mãos, linhas da vida, do amor, da saúde, como as palmas das minhas mãos, caminhos que agarravam a felicidade e o desconhecido, como as palmas das minhas mãos. Era criança e brincava, era criança e vivia, era criança e tinha problemas em não ter problemas, era criança e era feliz, porque sendo criança tinha o direito a ser feliz.

Um comentário:
Como sempre muito bom.
Lembraste-me de quando era criança, e das vezes que o quis voltar a ser, mas tudo tem o seu tempo, tudo cresce, tudo conhece o seu fim...
Postar um comentário